Mas no fim...
E volto a despertar para outro dia. Nada estava previsto correr como acaba a ser. A resposta à pergunta "O que se passa?" já se tornou normal ser "A vida. A vida é tudo o que se passa." Afinal, que mais nos passa à frente se não a vida? Hoje tive a maior prova disso. A vida cortou-me os pés pelas mãos e nem sei como foi possível. Como é que algo tão improvável, tão incompatível comigo, tão impróprio de mim foi acontecer? Como é que a última coisa que eu seria capaz de fazer neste mundo foi acontecer sem que eu fosse culpada? Como é que tu me desiludes assim? Como é que achas que fui capaz de te magoar? Ou até mesmo difamar. Como achas que fui capaz de me meter na tua vida dessa maneira? Como achas que fui eu a fazer algo que nunca me passaria pelo mais pequeno canto do cérebro, nem que odiasse essa relação, o que não é o caso. Como é que desconfias daquela que sempre esteve contigo, daquela que te amparou sempre que caíste, daquela que para rir e chorar nunca te deixou ir, daquela que nunca te julgou, daquela que sempre te apoiou incondicionalmente. Atrevo-me a dizer que nunca ninguém te amou como um dia já amei. Nunca ninguém esteve para ti como eu sempre estive e estou. Nunca ninguém deu tanto de si para ti como eu. Nunca ninguém te dedicou um livro e eu fi-lo. Nunca ninguém te podia mostrar tanto o que vales como eu fiz e posso fazer se mo permitires. Nunca ninguém te presenciou os bons e maus momentos com forças para te fazer sorrir e aguentar tudo. Nunca ninguém tentou entender-te sempre como eu. Nunca ninguém te perdeu e lutou por ti como eu. Nunca ninguém te teve como irmão como eu tinha... ou tenho. Nunca ninguém faria tanto por ti como eu. Sabes que por ti ia a Londres e voltava. Ia à Lua e voltava. Ia às estrelas e voltava. Ia à Califórnia e voltava. Ia ao Brasil e voltava. Ia à Coreia e voltava. Ia à Austrália e voltava. Ia à guerra para lutar pela tua paz e voltava. Ia ao mar para te trazer o peixe que te faltasse no prato. Ia ao mais fundo da terra para te trazer o maior metal precioso do mundo para veres o quanto valias para mim e voltava. Por que no fim de tudo, sempre voltei a ti e sempre voltaria. Longe de ti não é o meu lugar e eu voltaria a ti as vezes que fossem necessárias e já tiveste tantas provas disso. Deixei tanta gente por ti. Deixei de fazer tanta coisa por ti. Perdi tantas horas para estar contigo. Deixei tanta coisa de lado por ti e agora? Agora deixas isto desabar por algo que alguém fez para me queimar? Deixas isto desabar por alguém que nos quer ver longe e me quis tramar? Posso garantir-te que na hora do crime estava no meu sono mais profundo e jamais imaginaria uma coisa destas a acontecer. E além do mais, seria incapaz de tudo o que te fizesse sofrer. Seria incapaz do que quer que fosse que te afastasse de mim. Por que não sei viver sem ti. Não sei o que é viver sem a tua presença, o teu sorriso, o teu abraço, o teu olhar, as tuas palavras. Não sei viver. A vida não é igual sem ti e recuso-me a perder-te, nem que tenha de cometer o verdadeiro crime de matar quem me tramou. Eu mato quem me quis ver de costas voltadas contigo. Eu mato quem te quis ver longe de mim. Eu mato quem te fez duvidar de mim. Mas no fim... Tudo o que magoará mais, será saber que desconfiaste de mim e... quem sabe o criminoso não está mais perto de ti do que de mim, Tudo o que magoará, no final, será a tua desconfiança naquela que sempre fez tudo por e para ti.
É com uma lágrima, que me despeço deste desabafo, para que saibas que também sinto e que estou a sofrer mais do que alguém possa imaginar. E lembra-te: Eu mato quem fez isto! E não estou a brincar.
É com uma lágrima, que me despeço deste desabafo, para que saibas que também sinto e que estou a sofrer mais do que alguém possa imaginar. E lembra-te: Eu mato quem fez isto! E não estou a brincar.
(Só porque não vês a minha dor, não significa que não esteja aqui.)

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