Lançamento do livro "A Princesa e o Inimigo"

No passado sábado, dia 11 de julho de 2015, lancei o meu primeiro livro de muitos: "A Princesa e o Inimigo"! Foi uma noite que posso descrever como inesquecível e marcante. Nunca pensei que algo pudesse ter tanta importância na nossa vida, até ter finalmente lançado o meu livro. Todos temos um sonho que vale a pena ser realizado, no mínimo para sermos felizes. E o meu já está!
Um dos discursos que mais me marcou foi o meu e deixo-o aqui, com os devidos agradecimentos a quem contribuiu para isto:
"Antes de mais, boa noite a todos e obrigada pela vossa presença. Desde já, aproveito para agradecer, em primeiro lugar, ao meu diretor de turma do 12º ano, professor Carlos Mangas, por me ter ajudado com a descoberta de um caminho para a realização do meu sonho. Quero agradecer à Dra. Júlia da Câmara Municipal de Vila Verde, ao Presidente da Junta de Freguesia de Cabanelas e à empresa de Contabilidade e Seguros Rocha & Martins pelo patrocínio do livro. Em especial, agradeço à Dra. Júlia por todo o apoio que me prestou ao longo destas últimas semanas. Agradeço também à professora Ana Isabel Magalhães e à minha amiga Lucie Pereira por se terem disponibilizado a estar aqui, comigo, esta noite. Agradeço também às minhas amigas Diana, Beatriz, Juliana e à minha irmã, Jéssica, por terem concordado participar na animação desta noite. Agradeço aos meus pais por nunca terem desistido de mim. Agradeço, por último, ao meu irmão de coração que sempre me apoiou e nunca deixou de acreditar em mim e naquilo que eu era e sou capaz. É uma pessoa fantástica e, para mim, um exemplo. Vi nele a inspiração para prosseguir com a escrita do meu livro.
Por onde começar? Bem, lembro-me da primeira vez que enviei o meu livro para ser avaliado por profissionais e obtive respostas positivas. Senti-me tão bem. Passaram exatamente 11 meses dessa altura e sinto como se fosse ontem. Hoje, encontro-me diante de todos vocês, a partilhar a realização do meu maior sonho e não podia estar mais grata a todos que contribuíram para isto.
Escrever este livro foi para mim algo que não consigo colocar em palavras, por mais que possa ser boa com elas. É um sentimento indescritível. As palavras são para mim um refúgio do mundo real. Este livro tem como principal inspiração o meu melhor amigo, que, para mim, se encontra em cada página. Ele foi das minhas maiores forças, porque me ensinou que desistir nunca foi nem é uma opção.
Quando escrevi o livro, pensei: “Não posso fazer nada que seja desagradável para os meus amigos e para aqueles que irão ler.” Então, resolvi partir de uma Guerra que, noutro contexto, nenhum de nós quereria saber. Essa guerra aconteceu por volta de 1809, século 19. Isto seria naturalmente desinteressante, então resolvi aplicar-lhe linguagem, roupa e modos de vida dos nossos tempos, do nosso século 21. Assim, surge um romance entre dois soldados, um inglês que pertence à tropa francesa e uma portuguesa que pertence à nossa tropa. Estes têm de se confrontar. A história de amor entre eles não é fácil, como qualquer história de amor. Vivem confrontos, mortes, separações, desilusões. É entre lágrimas e sorrisos que esta história se constrói.
Se eu aconselhava alguém a escrever um livro? Talvez sim. As pessoas que escrevem têm de ter noção de que não é fácil de todo. Foram dias seguidos de escrita. Foram tardes inteiras em frente a um computador, tanto que os dedos acabavam doridos. Foram mais de quarenta páginas escritas num dia, quando o terminei. Foram dos momentos mais ansiosos da minha vida. Foi uma sucessão de quedas. “Sim, queremos o seu livro.” Seria felicidade que tomaria conta de mim, mas não foi, porque “Não tenho dinheiro para a publicação.” Foram altos e baixos sucessivos. Foram “sins” e “nãos”. Foi uma sucessiva jornada de alegria e desespero. É complicado passar por isso. Mas eu fi-lo. Fi-lo porque era e é o meu sonho e não trocava isto por nada. No entanto, da próxima vez, irei levar as coisas com mais calma. Porque acreditem, não é piscar os olhos e as coisas aparecem-nos feitas.
Lembro-me de todas as vezes em que tentei desistir da publicação, das vezes em que tentei desistir de lutar por algo que não vinha até a mim. E foi aí que tive um dos meus maiores apoios, de quem já falei, que me mostrou que não, não é como eu estava a pensar. Eu é que estava errada. Não são as coisas que vêm até mim, sou eu que tenho de correr até elas. E ganhar coragem, nem sempre é rugir como um leão, às vezes, é deitarmo-nos com o coração a dizer “Vou tentar outra vez amanhã”.
Tive noites em que chorava porque não conseguia o que era preciso para alcançar isto tudo, achava que estava demasiado triste para viver, mas, se virmos bem, desde o nosso nascimento que choramos e isso sempre significou que estamos vivos. Talvez fosse por isso, que me levantava no dia seguinte com um sorriso. Eu estava viva para lutar pelo que queria, isso é que contava.
Um dia, li que os livros foram feitos para ser lidos por pessoas que gostavam de ser outra coisa diferente daquilo que são. Isso foi algo que também me levou a querer publicar o livro, porque sinto que mostra outro tipo de pessoas diferentes do que somos. Para muitos, a música é solução para fugir ao mundo real, para mim, escrever é a minha escapatória.
Quando terminei o livro, só conseguia pensar que um dia, queria ser capaz de dizer “Eu publiquei-o, eu consegui.” E aqui estou hoje. Quero, não só fazer algo para as pessoas se entreterem, mas inspirar as pessoas, quero que olhem para mim e sejam capazes de dizer que por causa do que escrevo, elas não desistiram de algo. E àqueles que não gostam nada de ler, digo-vos que isso é porque não encontraram o livro certo. Quem saiba, não seja o meu?
No fim de tudo, o que eu quero é dizer-vos que com isto aprendi que, ao nosso lado, podemos ter as melhores pessoas do mundo e não lhes estar a dar o valor correto. Aprendi que, muitas vezes, escrevo sobre aquilo que gostava de ser. Que escrevo o retrato de alguém que gostava de ter. Aprendi que desistir é para fracos e eu nunca desisti, porque todos somos fortes, basta querer. Aprendi também que saber erguer e lutar, também pertence a fortes. Aprendi que, nesta vida, todos temos uma forma de escapar ao que nos magoa ou de partilhar o que nos faz feliz. A minha maneira é escrever e partilhar convosco isto. Não só através do livro, mas também de um blog que possuo.
É por vocês e por mim que faço isto. Se este livro for aquilo que espero, devo-o a vocês. Obrigada por estarem aqui, e deixo-vos com uma frase que escrevi no livro e que me marca: “Juntos, não há estrelas que não possamos alcançar, nem sonhos que não possamos realizar.”
Despeço-me de vocês com um enorme obrigado e aproveito para dizer que irei autografar os livros e gostaria de tirar fotos com todos os presentes." 



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